Wednesday, May 16, 2007



"A Filosofia da Análise Lógica"

No final do seu polêmico (e, pelo que se diz, quase imprestável) livro de história da filosofia ocidental (History of Western Philosophy,1946), precisamente no capítulo intitulado "The Philosophy of Logical Analysis", que é o capítulo em que o próprio Russell se apresenta como um dos protagonistas de parte de uma história do que conhecemos atualmente como "filosofia analítica", ele diz:

In abandoning a part of its dogmatic pretensions, philosophy does not cease to suggest and inspire a way of life.

Pode ser perda de tempo ler suas quase 800 páginas (eu só li esse capítulo final). Todavia, a passagem citada diz muito sobre a obra filosófica do Russell e, para mim, não deixa de ser inspiradora. (Interessante notar que Russell fale do abandono de parte das 'suas pretensões dogmáticas', e não de todas elas. Por mais que ele tenha convivido próximo ao ceticismo - ou talvez mesmo por isso -, sua filosofia nunca abandonou todas as 'pretensões dogmáticas'. )

Wednesday, May 02, 2007



Habermas

A leitura de Verdade e Justificação - Ensaios Filosóficos (SP: Edições Loyola, 2004) está me levando de volta aos tempos de estudante das assim chamadas "ciências sociais" - antes de me tornar um estudante de filosofia. Da passagem de Habermas por aqui, não me lembro quase nada, apenas de um auditório lotado. Falava-se muito da sua cansativa, obviamente que para alguns, "ditadura das bundas" - expressão que também não me lembro de quem ouvi. (O que talvez não seja tão cansativo vis-à-vis tentativas de "dedução transcendental" de cada palavra que usamos.)

O importante é que o livro de Habermas, um conjunto de textos escritos entre 1996 e 1998, é uma oportunidade para se conhecer um bocado sobre alguns dos mais importantes debates -diga-se de passagem, alguns dos quais protagonizados pelo próprio Habermas - da filosofia do século XX, e que talvez ainda se arrastem pelo século XXI. Trata-se também de mais uma oportunidade para tentarmos conhecer algumas das origens desses debates. Claro, não deixaremos de discordar de muito do que ele diz. (P.ex.: '... Frege restringiu-se essencialmente à análise lógica da forma de proposições simples' , p.75.) Em todo caso, creio que devemos lê-lo com a mente aberta - pelo menos assim estou lendo - como que numa tentativa de buscar alguns acordos com ele!

Powered by Blogger

Creative Commons License